Coletiva visita a Coopercaps
Essa experiência na Coopercaps foi um chamado para uma análise mais profunda sobre o reconhecimento e a valorização do trabalho em todas as suas formas, especialmente as que permanecem à margem da visibilidade social.
6/9/20261 min read


No dia 29 de março, Maíra Santiago e Erika Rocha, sócias da Coletiva, visitaram a Coopercaps, uma cooperativa de reciclagem em São Paulo, e transformaram dados da visita em uma experiência palpável.
Observar a operação 24 horas por dia, com caminhões que não param de chegar, é confrontar a realidade da maior economia do país e seu impacto gerador de resíduos. Contudo, o mais impactante foi a percepção do valor do trabalho ali realizado: a cada 4 toneladas de material processado, um novo posto de trabalho é gerado. É a dignidade humana emergindo do que a sociedade descarta.
No entanto, a profundidade da visita se revelou em uma conversa com uma cooperada, que expressou uma palavra dura: "desprezo". Este relato expõe um paradoxo social: a mesma sociedade que gera o problema do resíduo e falha em sua gestão, muitas vezes desvaloriza e até despreza aqueles que dedicam suas vidas a solucioná-lo.
Essa experiência na Coopercaps foi um chamado para uma análise mais profunda sobre o reconhecimento e a valorização do trabalho em todas as suas formas, especialmente as que permanecem à margem da visibilidade social.
O ponto não é apenas a eficiência operacional, mas a humanização das relações de trabalho. Quando a dor do "desprezo" se manifesta em um contexto de cooperação e geração de valor, somos obrigados a reavaliar como as organizações e a sociedade podem, de fato, dignificar o trabalho e seus agentes.
Que esta reflexão inspire líderes, gestores e profissionais a promoverem ambientes onde o trabalho seja sinônimo de respeito, reconhecimento e valor intrínseco.
