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Representatividade e o poder dos detalhes

Publicado em 27/10/2019

Nesse nosso mundo bombardeado de informações, sinto que a superficialidade, por vezes, nos assola. A gente acaba “dando uma olhadinha” nas notícias, se informa por meio de manchetes, alguns veículos, inclusive, já estruturam as suas matérias com a resenha, logo de cara, pra quem não quer (ou, não pode – fica mais pomposo pensar desse jeito!) “perder tempo”.

Toda a desatenção supramencionada, obviamente, confesso, também é isca que mordo de quando em vez. Passar os olhos para ter ao menos a sensação de não estar perdendo nada de importante. Mas ontem, tarde da noite, me permiti um olhar mais minucioso e me regozijei com o que vi (taí palavra que nunca pensei que usaria… mas a ocasião merece). Em abril deste ano a OCB – Organização das Cooperativas do Brasil, divulgou a nova estruturação dos ramos do nosso cooperativismo – movimento que me alegro de fazer parte, com a Coletiva – Educação Corporativa. Os 13 ramos foram reduzidos a 7, para fortalecer as iniciativas de fomento e simplificar os enquadramentos. Para saber mais, sugiro o acesso ao site de quem realmente entende: https://www.ocb.org.br/ramos . Afinal, sou novata nesse segmento. Mas, o que me alegrou foi a observância de um aspecto sutil, mas absurdamente relevante: a nova iconografia.


OCB – Organização das Cooperativas do Brasil – Novos ícones dos ramos do cooperativismo (ícone do ramo trabalho, produção de bens e serviços)

Esse ícone incrível aí em cima representa o ramo do cooperativismo de trabalho, produção de bens e serviços. Pode passar desapercebido por alguns, sendo apenas mais uma imagem simbólica. Mas pra mim, mulher e empreendedora, fez o coração bater feliz. Sim, temos uma mulher à frente de dois homens nessa representação. Sim, o cooperativismo é um movimento que promove a inclusão – basta notar o primeiro princípio, de adesão livre e voluntária. Uma pena que apenas 4 em cada 10 brasileiros conheça o “nosso” movimento (dá orgulho usar esse pronome possessivo nesse caso).

Uma mulher à frente. Vejo um sorriso estilizado. A promoção de trabalho e renda de maneira justa. Em tempos de capitalismo consciente, nova economia, sistema B – todos eles movimentos incríveis, imprescindíveis, legítimos e admiráveis, taí o cooperativismo brasileiro com mais de 100 anos e uma história de muita prosperidade.

Talvez o ícone contenha uma projeção do futuro desejado. Embora 48% da força de trabalho das cooperativas seja feminina, apenas 36% dos quadros sociais é composto por mulheres. Temos muito trabalho pela frente. Entretanto, a inspiração imagética que o ícone traz, vai fazer a gente se movimentar com ainda mais entusiasmo. De detalhe a gente entende e sabe que é aí que se faz a diferença.

* estatísticas extraídas do anuário do cooperativismo brasileiro da OCB

Texto por Maíra Santiago