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A Quarta Revolução Industrial (A indústria 4.0)

Publicado em 09/06/2019

Quem nunca assistiu um filme de ficção ou futurismo e duvidou das cenas ou da criatividade dos autores em imaginar tantas mudanças? O mais engraçado é que, hoje, vendo alguns desses filmes, percebemos que a imaginação daquela época foi engolida por toda essa transformação digital que vivemos, ou pela chamada Quarta Revolução Industrial.

 

 

Se pensarmos apenas no contexto de uma revolução industrial, notamos que ela é caracterizada por mudanças radicais, motivadas pela incorporação de novas tecnologias, causando impactos sociais, econômicos e políticos. Segundo o professor alemão Klaus Schwab, escritor do livro “A quarta revolução industrial” e fundador do fórum econômico mundial, “Estamos a bordo de uma revolução tecnológica que transformará fundamentalmente a forma como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos. Em sua escala de complexidade, a transformação será diferente de qualquer coisa que o ser humano tenha experimentado antes”. Vejamos então as revoluções anteriores:

A primeira Revolução Industrial ocorreu entre 1760 e 1840, e foi caracterizada pela implementação das máquinas a vapor – que foi um grande marco nesse período – impulsionando as ferrovias e as tecnologias mecânicas.

Já a segunda revolução industrial ocorreu no final do século 19 e início do século 20, e foi caracterizada pela descoberta da eletricidade e da invenção da linha de produção.

A terceira revolução ocorreu entre 1960 e 1990, quando foi inventado o computador e a internet.

Enfim chegamos na quarta revolução industrial, mas afinal o que ela tem de tão especial que modifica toda a nossa percepção de mundo? A resposta é a forma com que as tecnologias estão sendo inventadas interagem umas com as outras.

Primeiro devemos deixar claro que a quarta revolução industrial não deve ser confundida com o Indústria 4.0! A indústria 4.0 é um termo que fala apenas da robotização das fábricas, diferente da quarta revolução industrial que é mais abrangente, englobando além da robotização das máquinas, máquinas inteligentes e sistemas conectados entre si. Ela está acontecendo através de ondas que afetam diversas áreas do conhecimento humano, como as NANO Tecnologias, a computação quântica, avanços biológicos como o sequenciamento do DNA, a internet das coisas e diversos outros exemplos que modificam não apenas uma área inteira do conhecimento humano, mas também a criação de um ecossistema que gera interconexão com diversas outras ondas tecnológicas que ocorrem paralela e sequencialmente. Lembra dos filmes? Pois é, é real e está acontecendo tudo isso agora! Diversas pesquisas apresentam sólidos dados que, até 2030 ou antes, mais de 800 milhões de postos de trabalho serão substituídos por robôs. Diferente do que pensavam os pesquisadores, essas mudanças não estão restritas apenas às funções operacionais. Diversas profissões que exigem alta qualificação e especialização já sentem o impacto dessa onda ao ver robôs e a inteligência artificial realizando parte de suas funções. Médicos, advogados, professores, bancários, ninguém escapa!

Todos os dias ouvimos novos relatos. A Amazon, maior empresa de E-Commerce do mundo e seu dono sendo o homem mais rico do mundo, substituiu mais de 170 mil funcionários e constantemente usa a internet das coisas para facilitar seus processos de venda. Os fabricantes da Apple também substituíram mais de 50 mil postos de trabalho por robôs. Bancos, Hospitais e até glamorosos escritórios de advocacia estão usando a inteligência artificial para atender seus clientes, dar diagnósticos ou fazer mediação de reclamações. Frotas de carros autônomos já circulam tranquilamente pelo vale do Silício e caminhões estão sendo testados. A inteligência artificial que parecia limitada ao atendimento, está sendo usada para compor músicas, pintar, escrever livros e, ao que tudo indica, o universo é o limite!

Mas olhando os dois lados da moeda, veremos que tudo isso significa sem sombras de dúvidas avanços sem precedentes, porém por outro lado, notamos um grande desafio:

Como todos esses impactos serão absorvidos e como redirecionar todos as funções que foram substituídas por robôs, criando uma espécie de digitalização humanizada, evitando aumentar ainda mais os impactos causados na sociedade?

É claro que os entusiastas mencionarão que enquanto os cargos de trabalhos são extintos, novas profissões e atuação surgem, reduzindo esses impactos.

Mas se fizermos um paralelo com nosso modelo educacional, chegaremos à conclusão que a responsabilidade desses gaps passam diretamente por um sistema que não prepara pessoas nem para o modelo atual, tampouco para os que estão por vir! E se já é difícil preparar mão de obra especializada para a atual realidade, quem dirá para as profissões que ainda não sabemos quais serão?

Como educador, noto que o ônus social e educacional, principalmente no Brasil, geram para as empresas um grande trabalho de formação e capacitação, muitas vezes de forma introdutória.

Com a quarta revolução o problema só aumenta e as grandes empresas terão que redobrar as suas ações para apoiar toda a transformação digital, tanto para garantir sua capilaridade e sustentabilidade, quanto para as pessoas nesse processo de mudanças dentro e fora das empresas.

E daí nasce a grande provocação, como preparar as pessoas para profissões que nem sequer conhecemos? Como formar para um futuro incerto e em constante mudança?

Penso que devemos nos inclinar em desenvolver não apenas aquilo que já é previsível e que estão diretamente ligados a temas como internet das coisas, programação, big data, novas metodologias, etc.

Destaco e entendo que devemos focar no desenvolvimento das competências humanas que, sem sombra de dúvidas, podem ajudar não apenas na redução dos gaps sociais existentes, mas podem também construir um modelo mental que permita aprender a desaprender para reaprender! Dessa forma podemos ter um final feliz onde o homem “vence” a máquina!

Texto produzido por Willyam Mayorga